A campanha autárquica arranca com o adiamento da promessa de Marcelo de levar a ministra da Saúde a exame. Seja o que for que pensa da ministra, o Presidente tem razão. Numa campanha cheia de entropias, algumas locais, outras nacionais, por força das leituras que as lideranças fazem, não tem sentido discutir agora a ministra. Faz sentido discutir a Saúde, obviamente, pela forma como cada candidatura avalia a prestação de cuidados às populações que pretende representar. Misturar aí uma conversa sobre as condições políticas da ministra não faz bem a ninguém. Não ajuda as populações nem o SNS, apenas causa maior erosão na imagem geral da política e dos políticos. A ministra da Saúde e o Governo cometeram um erro de palmatória ao prometer endireitar o SNS com 60 medidas e substituir o diretor-executivo. Criaram uma expectativa difícil de cumprir e liquidaram um mecanismo de gestão que deveriam ter deixado crescer. Quiseram alaranjá-lo e repetiram um dos erros crónicos dos partidos em relação à máquina do Estado: ocupá-lo com a rapaziada do cartão. Tudo isso deve ser discutido e, eventualmente, sancionado politicamente, mas fazê-lo em cima de uma eleição autárquica seria um péssimo serviço à democracia.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
América de Trump asfixia instituições, divide norte-americanos e mata direito internacional.
Donald Trump não vai desistir de conquistar a maior ilha do Mundo.
A deteção precoce da violência policial é um imperativo democrático.
Debates televisivos moldaram a campanha nos traços essenciais.
Cotrim estampou-se no auge de uma relação íntima com o espelho.
Se a candidatura de Cotrim não fosse tão forte, provavelmente não haveria denúncia de assédio.