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IL pede que Seguro seja consequente e CDS elogia visão realista do chefe de Estado

Na primeira reação ao discurso de posso do novo Presidente da República, Mariana Leitão, afirmou que Seguro será um chefe de Estado "de soluções e não de bloqueios".

09 de março de 2026 às 13:47

A IL pediu esta segunda-feira ao Presidente da República que seja consequente quando pede soluções e não bloqueios, enquanto o CDS concordou com a visão "realista" de Seguro sobre o país e sobre a necessidade de estabilidade política.

Na primeira reação ao discurso de posso do novo Presidente da República, a líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, afirmou esperar que António José Seguro "seja consequente com as próprias palavras" quando diz que será um chefe de Estado "de soluções e não de bloqueios".

"O país está há demasiado tempo à espera que sejam feitas reformas, que as coisas deixem de estar exatamente como estão há demasiado tempo e que haja essa mudança", considerou.

Neste contexto, acrescentou que os liberais demonstraram a Seguro "total disponibilidade" e compromisso para "apresentar soluções para mudar o estado das coisas".

Questionada sobre se é possível travar o "frenesim eleitoral", como disse Seguro, Mariana Leitão considerou existir, nos próximos três anos, "todas as condições para que haja essa estabilidade", advertindo, porém, que são anos em que o executivo "tem obviamente de fazer um trabalho árduo".

Mariana Leitão afirmou também que o seu partido "já deu várias provas, ao longo do tempo, de maturidade" e já demonstrou que "acima de tudo põe o país acima dos seus interesses partidários em todos os momentos".

Perante os jornalistas, o líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, considerou que António José Seguro fez um bom discurso de posse, fazendo "uma análise realista" da situação internacional e dos perigos que advêm daqui.

"Fez também uma análise bastante realista sobre a situação portuguesa. Destacaria o facto de ter confirmado que Portugal precisa de estabilidade política nos próximos três anos e meio sem eleições, depois de termos tido quatro exercícios eleitorais num curto espaço de tempo. É importante que o Governo tenha três anos e meio para cumprir o seu programa", frisou.

Paulo Núncio referiu depois as posições adotadas por António José Seguro de que "o país precisa de estabilidade, de resultados e de reformas - e é para aí que o CDS alinhará".

"Gostaria também de reafirmar um ponto que para nós também é muito importante: A saudação que o Presidente da República fez às Forças Armadas e ao fundamental papel que continuam a ter no Portugal contemporâneo", acrescentou.

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