Fábio Teixeira não tem qualquer formação académica ou experiência profissional na área das energias renováveis.
A IL pediu esta sexta-feir uma audição parlamentar de Fábio Teixeira, licenciado em enfermagem nomeado para coordenar a estrutura de missão para as renováveis, e de Frederico Perestrelo, irmão do chefe de gabinete do primeiro-ministro.
Num requerimento divulgado esta tarde, o partido diz querer entender "as prioridades, metas e metodologia" da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis (EMER 2030) pedindo, para isso, a audição do novo presidente, Manuel Nina, e do novo coordenador, Fábio Teixeira, cuja nomeação foi noticiada na comunicação social devido à falta de experiência académica e profissional na área.
O despacho da nomeação sustenta que Fábio Teixeira "possui currículo académico e profissional que evidencia o perfil adequado" para o cargo, apesar de na sua nota curricular não constar qualquer formação académica ou experiência profissional na área das energias renováveis.
Fábio Alves Teixeira tem licenciatura em enfermagem, pós-graduação em gestão de projetos e no seu percurso profissional constam passagens pelo gabinete da ministra da Cultura, da Juventude e Modernização como técnico especialista e adjunto.
Porém, o requerimento da IL não refere a questão, sendo apenas pedido que sejam apresentadas aos deputados da Comissão da Reforma do Estado e do Poder Local as prioridades dos novos dirigentes.
Num outro requerimento, a IL pede a audição dos membros do Grupo de Trabalho para a Reforma do Estado, afirmando que "numa análise breve das notas curriculares, verificam-se características comuns" que "justificam perceber as competências e as mais valias que trazem ao cargo, assim como, perceber os critérios para as escolhas.
Entre outros, consta o pedido de audição de Frederico Perestrelo, cuja nomeação para consultor coordenador foi noticiada recentemente por se tratar do irmão do chefe de gabinete do primeiro-ministro, Pedro Perestrelo Pinto. A IL não faz referência a esta ligação no requerimento e fala apenas, genericamente, de falta de transparência nas escolhas para esta estrutura.
O partido pede também a audição do ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, e de outros nomes do grupo de trabalho: o coordenador-geral António Vicente, a consultora principal Mónica Vaz e os consultores coordenadores Francisco Soares de Oliveira, Joana Rebocho, Afonso Machado e João Garcia.
Num terceiro requerimento, a IL pede a audição na Comissão de Saúde de Sandra Cavaca, recém-nomeada presidente da ULS Amadora-Sintra.
Os liberais argumentam que a gestão hospitalar "deve assentar no mérito, na transparência e na responsabilização por resultados e não em eventuais critérios de natureza político-partidária".
"Os membros dos Conselhos de Administração das Unidades Locais de Saúde, enquanto responsáveis máximos pela condução estratégica, operacional e financeira destas estruturas, devem estar sujeitos a escrutínio democrático, apresentando perante a Assembleia da República as suas competências, experiência profissional e visão estratégica para a melhoria do desempenho da unidade de saúde que passam a dirigir", argumenta o partido.
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