Deputado do Chega refere que “não podemos andar a criticar os socialistas e depois dar-lhes a mão”.
No debate desta quarta-feira, Luís Montenegro defendeu a legitimidade do atual executivo, afirmando que “os portugueses quiseram que a AD governasse o país e é isso que estou aqui a fazer”, sublinhando que “ao Governo cabe respeitar a decisão soberana do povo”.
Pedro Pinto, do Chega, criticou a relação entre os partidos PSD e PS e refere que “não podemos andar a criticar os socialistas e depois dar-lhes a mão”, defendendo que o partido está disponível para dialogar, afirmando que “faremos até pontes com o diabo para melhorar a vida dos portugueses”. Montenegro respondeu apontando que “o Chega fez 82 pontes com o PS no último Orçamento do Estado”.
Pedro Pinto denunciou que “o Chega recebeu denúncias de vários emigrantes que não conseguiram votar”, acusando o Governo de que “isto é brincar com quem saiu do nosso país à procura de uma vida melhor”. O Primeiro-Ministro reconheceu que “a matéria que suscita é da maior importância” e garantiu que “foi feito o esforço máximo para que fosse facilitado o voto dos emigrantes”.
Luís Montenegro diz que "há uma grande desproporção" entre as notícias sobre a saúde e o "funcionamento diário" do SNS. Afirmou ainda que "o nosso SNS não vive uma situação de caos" mas sim "situações de dificuldades".
Pedro Pinto acusou Montenegro de incoerência, recordando que “em 2023 apelidava de caos” e questionando quanto tempo será necessário para resolver os problemas atuais. O Primeiro-Ministro respondeu que “o nosso SNS funciona melhor do que funcionava há um ano”, admitindo, no entanto, que “vão sempre haver problemas e nós vamos continuar a tentar todos os dias” resolvê-los.
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, acusou o Chega de contradição por querer o apoio do primeiro-ministro ao candidato presidencial André Ventura, depois de ter criticado a sua presença na campanha de Marques Mendes.
Pedro Pinto exigiu a Montenegro que apoiasse um dos candidatos presidenciais, mas o Primeiro-Ministro não o fez. Hugo Soares referiu que André Ventura chegou a dizer “que se lixe Montenegro” e agora pede o apoio do PM. O deputado do PSD sugeriu ainda que o deputado do Chega falasse com o seu líder para definir uma posição.
Hugo Soares disse ainda que Pedro Pinto acha que compete ao Governo resolver todos os problemas e ao Chega apresentar zero propostas.
Luís Montenegro, que logo na noite eleitoral tinha dito que o PSD não iria dar indicação de voto nem em António José Seguro nem em André Ventura, pediu ao Chega que não confunda "as duas voltas das eleições legislativas", em 2024 e 2025, com "as duas voltas das eleições presidenciais".
José Luís Carneiro, do Partido Socialista, pergunta a Montenegro se não cometeu em Sines "o mesmo erro de há dias". Montenegro responde que "a origem das ideias remonta a tempos imemoriais". Questiona ainda se o Governo apurou "as causas do número anormal de óbitos", Montenegro diz que "é um abuso" associar mortes a "falta de assistência".
Montenegro diz a Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, que "se há alguem que encarou as eleições presidenciais sob o ponto de vista do interesse partidário foi a senhora deputada". A líder da IL insiste que o apoio do PM a Luís Marques Mendes "tem consequências", como impedir a implementação de "reformas de que o país precisa".
A deputada do Livre, Isabel Mendes Lopes, refere que a segunda volta vai ser disputada por "um democrata, alguém que respeita a Constituição e, do outro lado, um candidato que disse abertamente que quer acabar com o regime". Questiona ao PM: "Como é que não se consegue posicionar face a esta decisão?"
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, diz a Montenegro: "Depois de dar a cara por Marques Mendes, ficamos a saber que para o primeiro-ministro é completamente indiferente quem vai ser o futuro Presidente da República".
Paulo Núncio, do CDS-PP, afirma que "qualquer candidato que receba o voto popular e que ganhe eleições tem legitimidade democrática, quer seja de esquerda, quer seja de direita. O PS e a esquerda não são donos da democracia".
Inês de Sousa Real, deputada única do PAN, retoma o tema das presidenciais e acusa o primeiro-ministro de andar a "navegar na neutralidade", uma vez que opta por não apoiar nenhum dos candidatos à segunda volta, quando a escolha é entre "um candidato que representa os três Salazares" e outro candidato que "personifica a estabilidade democrática". "Não vejo bem onde é que está a dúvida", refere a deputada.
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