Ambientalistas e produtores pedem mais tempo para limpar matas

A um dia do limite para limpar terrenos, ambientalistas e produtores pedem tempo.
Por João Carlos Rodrigues e Débora Carvalho|14.03.18
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As associações de produtores florestais e ambientalistas estão contra os prazos impostos pelo Governo para a gestão de combustíveis florestais – sobretudo no que diz respeito à limpeza de terrenos próximos de habitações e aglomerados populacionais –, um prazo que acaba esta quinta-feira. E depois começam as multas, caso o Governo não prolongue o prazo.

Plano de limpeza de mato junto a casas
"O Governo está a tentar fazer em poucos meses o que não foi feito em décadas. E pode ter havido uma falha de previsão no que diz respeito às herbáceas", alerta Paulo Lucas, especialista em florestas da Associação Zero. Em causa, o crescimento de ervas e matos até à época crítica. Paulo Lucas afirma que "a norma geral está correta, mas no que toca à aplicação não deixa margem aos municípios para decidir".

"A lei tem de ser aplicada com sensatez, até porque o nível de risco é diferente de local para local." Para João Branco, da Quercus, "o Governo terá de alargar o prazo e ser tolerante". "Do que tenho visto, só 20% é que fizeram as limpezas obrigatórias", diz, admitindo que até ao verão "vai existir algum crescimento" de mato.

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