Autoridades alertam para risco de burlões aproveitarem a intempérie para cometer crimes.
A PSP alertou esta sexta-feira as pessoas afetadas pelas intempéries para a ocorrência de burlas que prejudicam sobretudo os mais idosos.
Numa nota, a Polícia de Segurança Pública (PSP) sublinha que embora as pessoas estejam cada vez mais informadas, "o célebre 'conto do vigário' continua a ser uma forma eficaz de obtenção ilegítima de valor patrimonial alheio", sendo os idosos as vítimas preferenciais dos burlões em atuação de forma presencial.
Estas situações, comunicadas diariamente às autoridades atingem várias faixas etárias são potenciadas em alturas de catástrofes, como a situação que Portugal tem vivido desde o final de janeiro com constantes depressões que provocaram mau tempo e já originaram pelo menos 16 mortos e danos patrimoniais.
No caso das regiões mais afetadas pelas tempestades, a PSP afirma que continua a registar uma baixa significativa da criminalidade, pelo menos ao nível da que tem sido denunciada, destacando que a atuação policial nas ruas tem ajudado a conter e afastar práticas criminosas presenciais, reduzindo as tentativas de burlas, "que vinham a preocupar muitas famílias e empresas neste período de maior vulnerabilidade".
No entanto, com o restabelecimento gradual das comunicações, a PSP começou a receber relatos de modalidades de tentativa de burla através de chamadas telefónicas, com algumas pessoas a serem contactadas por burlões que se fazem passar por prestadores de serviços essenciais.
É o caso de funcionários da água ou da eletricidade, alegando pretender medir o caudal ou a qualidade da água, verificar ligações elétricas ou agendar visitas ao domicílio.
"O objetivo poderá ser, eventualmente, obter dados pessoais e confidenciais, recolher informação de relevo para a prática delituosa, criando condições para uma eventual abordagem à posteriori", avisa a polícia.
A PSP aconselha as pessoas a não fornecerem quaisquer dados pessoais por telefone, a não aceitarem visitas ou eventuais ofertas de ajudas fora dos canais oficiais e a não permitirem a entrada de desconhecidos em casa.
A PSP afirma que identificou nos últimos tempos um esquema de burla praticado por vigaristas que se fazem passar por funcionários do Ministério dos Assuntos Internos, acrescentando que, através da informação recolhida, estas pessoas deslocam-se de porta em porta, bem-apresentadas e com aparência credível, exibindo documentos do alegado ministério e dizem estar a verificar se os cidadãos possuem um documento de identificação válido para um suposto "próximo censo".
Durante o contacto, solicitam dados pessoais e, em alguns casos, afirmam ser necessário tirar fotografias, recolher impressões digitais, confirmar informações constantes numa lista de nomes e utilizar equipamentos como computadores portáteis e dispositivos biométricos.
A PSP relembra que não existe qualquer iniciativa oficial com este propósito.
Deixa também um alerta para atos criminosos em ambiente digital, aconselhando a que as pessoas não façam qualquer tipo de transferência de dinheiro para pessoas que anunciam na Internet sem que esteja certo que o anunciante é legítimo.
A policia pede que se guardem todas as trocas de e-mails, fotos e mensagens, caso o eventual negócio acordado não termine conforme o pretendido e denunciem de imediato o crime.
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