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Associação 25 de Abril pede "silêncio às armas, fim às guerras"

Mensagem da direção da Associação 25 de Abril foi lida, esta sexta-feira, pelo respetivo presidente, Vasco Lourenço, no jantar anual comemorativo na Estufa Fria, em Lisboa.

24 de abril de 2026 às 23:24

A Associação 25 de Abril assinala os 52 anos da liberdade e democracia com "um grito" de apelo ao "silêncio às armas, fim às guerras", contra os "falcões ou vampiros que insistem em promover a guerra".

Esta mensagem da direção da Associação 25 de Abril foi lida, esta sexta-feira, pelo respetivo presidente, Vasco Lourenço, no jantar anual comemorativo na Estufa Fria, em Lisboa, em que estiveram presentes o Presidente da República, António José Seguro, e o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa.

"Comemoramos os 52 anos da libertação e da conquista da paz em Portugal com o lançamento de um grito que confiamos possa ser ouvido pelos nossos dirigentes, mas que também possa extravasar as nossas fronteiras e possa ser escutado pelos dirigentes de todo o mundo. O nosso grito e o nosso sonho são bem afirmativos: silêncio às armas, fim às guerras", declarou.

Na véspera do 52.º aniversário do 25 de Abril, Vasco Lourenço criticou os "falcões ou vampiros que insistem em promover a guerra para imporem os seus interesses, sob o falso lema da paz pela força", sem nomear ninguém em concreto, e transmitiu a mensagem de que "as guerras nunca são solução para as conflitualidades, que quase sempre servem interesses obscuros". 

"O mundo está perturbado porque há loucos que estão a tomar conta de alguns países com a demagogia e a mentira a aproveitarem-se da fraca memória dos povos. O direito internacional é cada vez mais uma falácia onde impera a lei do mais forte. O medo começa a reinstalar-se", referiu. 

No início da sua intervenção, o presidente da Associação 25 de Abril invocou o feito do grupo de militares que, em 1974, através do movimento das Forças Armadas (MFA), "derrubou uma longa ditadura de 48 anos e terminou com uma longa guerra de 13 anos" nas antigas colónias portuguesas. 

"É, pois, com enorme autoridade moral, conquistada com a nossa determinação de acabar com a nossa longa guerra colonial, que assumimos que os conflitos se resolvem sempre por via política e diplomática", afirmou. 

Vasco Lourenço acrescentou que, "passados 52 anos, os capitães de Abril recusam-se a deixar morrer os sonhos então acalentados de liberdade, paz, igualdade e justiça social".  

"Paz sim, guerra não. É este o nosso grito com que aqui vos saudamos", reforçou, no fim do seu discurso, exclamando "25 de Abril sempre" e "viva Portugal". 

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