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Descoberta reforça que o Homo sapiens nasceu em África

Fémur e mandíbula descobertos em gruta de Marrocos em 2008 foram agora datados com 773 mil anos, segundo estudo da Nature.

09 de janeiro de 2026 às 01:30

Investigadores descobriram na Gruta dos Hominídeos, em Marrocos, a sudoeste de Casablanca, fósseis de hominídeos que foram recentemente datadas como tendo 773 mil anos e que reforçam a teoria de uma origem africana para o Homo sapiens, único representante vivo do género Homo, segundo um estudo publicado na revista Nature. Entre os elementos agora datados consta um fémur adulto que terá sido consumido por uma hiena e uma mandíbula particularmente fina.

Outros fósseis descobertos no século XX em Atapuerca, Espanha, com 950 mil a 770 mil anos, combinavam características do Homo erectus, Neandertais/Denisovanos e Homo Sapiens, levantando a hipótese de que o Homo Sapiens teria tido origem fora de África. Com esta nova descoberta, a "ausência de antepassados plausíveis" do Homo sapiens em África foi eliminada, afirmou à France-Presse o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin, autor principal do estudo. Os fósseis marroquinos e espanhóis não são totalmente semelhantes, o que indica "populações que estão em processo de separação e diferenciação", acrescentou.

Estes fósseis são "mais uma evidência que suporta a hipótese de possíveis intercâmbios" entre o Norte de África e o Sudoeste da Europa, segundo Hublin, teoria que assenta no facto de a descida do nível do mar em determinados períodos ter criado passagens através do Estreito de Gibraltar e entre a Tunísia e a Sicília. No entanto, o Médio Oriente continua a ser considerada a principal rota migratória dos hominídeos que saíram de África.

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