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Mau tempo danificou 237 mil habitações. Mais de metade não tem seguro

Estudo preliminar feito pela Fidelidade mostra ainda que o distrito de Leiria foi de longe o mais fustigado. Tempestade Kristin foi a mais violenta.

27 de fevereiro de 2026 às 22:53

O comboio de tempestades que afetou Portugal entre o final do mês passado e meados de fevereiro terá provocado estragos em quase 237 mil casas. Destas, cerca de 122 mil não tinham cobertura de seguros. Os dados provisórios são do Centro de Impacto para as Alterações Climáticas (ICCC, na sigla em inglês) da seguradora Fidelidade.

A maior parte destes estragos aconteceu na sequência da depressão Kristin (a terceira de seis a passar por Portugal). De acordo com o estudo preliminar do ICCC, esta tempestade gerou danos em cerca de 205 mil habitações. 

Ainda assim, a Fidelidade estima que cerca de 15% dos sinistros em habitações ainda estejam por participar. E, ainda que nesta fase apenas os mais graves sejam já conhecidos, a Fidelidade diz ser "possível garantir" que a tempestade Kristin "é de longe a que causou maior devastação". 

Nas estimativas da seguradora, há três distritos onde as moradias sofreram uma taxa de dano superior a 30%: Leiria foi o mais afetado, com oito concelhos, mas também Santarém (dois concelhos) e Castelo Branco (outros dois). Dentro do distrito de Leiria, a Fidelidade destaca que existiram "bastantes diferenças" entre municípios. Os concelhos da Marinha Grande e de Leiria tiveram uma taxa de incidência de danos em casas de quase 70%, com o Bombarral, as Caldas da Rainha, Peniche e Óbidos a ficaram abaixo dos 10%. 

O estudo preliminar concluiu ainda que, nos concelhos fustigados pelo mau tempo, as moradias tiveram uma taxa de incidência de mais 60% do que frações. Além disso, outro dos dados destacados pelo ICCC é que a idade da construção não terá tido influência na extensão dos danos. 

Por outro lado, as moradias que têm painéis solares apresentam uma taxa de danos 43% superior em relação às que não têm. Isto leva a Fidelidade a concluir: "Muitas destas estruturas não estão preparadas para resistir às intensidades dos ventos."

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