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Níveis do rio Mondego em Montemor-o-Velho começam a baixar, mas situação ainda é crítica

Autarca adiantou que os níveis de água baixaram cerca de 15 centímetros no leito do periférico direito.

14 de fevereiro de 2026 às 12:26
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Embora água pareça dar tréguas, localidade de Lavariz em Montemor-o-Velho continua inundada

As águas baixaram este sábado no vale do Mondego no concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, embora a situação ainda seja crítica, prevendo-se para o final do dia uma descida significativa do caudal do rio Mondego.

"Felizmente a situação hoje está melhor, mas ainda é complicada com muitos milhões de metros cúbicos de água no vale central", disse o presidente da Câmara, José Veríssimo, à agência Lusa.

O autarca adiantou que os níveis de água baixaram cerca de 15 centímetros no leito do periférico direito, que é uma das situações que está a cortar ao trânsito a Estrada Nacional 111, "o que é muito bom" atendendo à área que abrange.

Segundo José Veríssimo, no próximo vale central os níveis também "baixaram alguma coisa", embora na localidade de Ereira, isolada há várias dias, tenha "subido alguma coisa", bem como na margem esquerda, relacionado com as marés e a entrada do periférico direito no rio.

"A perspetiva é que durante o dia se registe um abaixamento significativo do causal do rio, conforme me foi transmitido já hoje pela Agência Portuguesa do Ambiente, apesar de ainda continuarmos com um causal de 1.600 metros cúbicos por segundo na Ponte Açude, em Coimbra", explicou.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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