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Tragédia em queda de avião faz 157 mortos. Não há portugueses entre as vítimas

Nova aeronave Boeing da Ethiopian Airlines estava a caminho do Quénia. Queda aconteceu seis minutos após descolar.
10 de Março de 2019 às 08:44
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Novo modelo de aeronave da Ethiopian Airlines estava a caminho do Quénia. Queda aconteceu seis minutos após descolar.
Não há sobreviventes na queda do avião da Ethiopian Airlines que se despenhou a caminho de Nairobi, capital do Quénia, com 157 pessoas a bordo, entre as quais 149 passageiros e oito tripulantes.

Segundo avança a companhia aérea, na lista oficial de nacionalidades dos passageiros do voo, também não existem portugueses entre as vítimas mortais. Também o Governo português anunciou este domingo que não dispõe de informações que indiquem a existência de vítimas nacionais no acidente aéreo, indicou à Lusa fonte da Secretaria de Estado das Comunidades.

A mesma fonte precisou que as autoridades portuguesas acompanharam os desenvolvimentos deste acidente na Etiópia, sem sobreviventes, através de contactos com as Embaixadas de Portugal em Adis Abeba (Etiópia) e no Quénia, mas também com as autoridades locais e com outras representações diplomáticas, nomeadamente ao nível dos países da União Europeia (UE), acreditadas no território etíope.

A bordo seguiam passageiros de 35 nacionalidades, entre os quais dois espanhóis, 32 quenianos, 18 canadianos, nove etíopes, oito chineses, oito italianos, oito norte-americanos, sete britânicos, sete franceses, seis egípcios, cinco holandeses, um moçambicano, dois marroquinos e três russos.


Entre as vítimas estariam 12 pessoas que trabalha para as Nações Unidas. O Secretário-Geral da ONU, o português António Guterres, lamentou no Twitter a tragédia.








A aeronave  - um Boeing 737-800 MAX que tinha entrado ao serviço há poucos meses - seguia de Addis Adaba, na Etiópia, em direção à capital queniana. O piloto do Boeing reportou dificuldades técnicas e pediu para regressar ao aeroporto de origem. O pedido foi aceite pelos controladores aéreos mas nunca chegou a ser concretizado, revelou o presidente da Ethiopan Airlines em conferência de imprensa. 

O comandante da aeronave, Yared Getachew, era um piloto experiente e tinha mais de 8 mil horas de voo. Já o co-piloto, Ahmed Nur Mohammod, voou 200 horas. Numa publicação no Twitter, a companhia aérea refere que é ainda "muito cedo" para apurar as causas do acidente mas que as investigações vão ser levadas a cabo em colaboração com a Boeing e a Autoridade de Aviação Civil da Etiópia.

De acordo com o site FlightRadar, a aeronave que este domingo se despenhou mostrou instabilidade na velocidade ao descolar do aeroporto. O acidente com o avião Boeing 737 ocorreu cerca de seis minutos após a descolagem na capital da Etiópia. "Está confirmado que o avião caiu às 8h44", disse um porta-voz da companhia aérea às primeiras após o alerta. 

Este é um modelo novo da Boeing que havia chegado à companhia há poucos meses. Recorde-se que em outubro do ano passado houve um acidente no mar de Java, também com este novo modelo, no qual morreram 189 pessoas.

Este é o segundo acidente em cinco meses com o Boeing 737-800 MAX. 

O gabinete do primeiro-ministro da Etiópia enviou condolências via Twitter às famílias das vítimas mortais no acidente.


A Ethiopian Airlines publicou um comunicado no Twitter onde explica os contornos do acidente. A aeronave com registo ET-AVJ, um Boeing 737 MAX, descolou às 8h38 - hora local - tendo o contacto sido perdido às 8h44. A companhia aérea confirmou ainda que, a bordo, seguiam 157 pessoas no momento do acidente. 


Companhia aérea mostra local onde avião se despenhou
A Ethiopian Airlines mostrou uma imagem do local onde o avião que transportava 157 pessoas a bordo se despenhou. No Twitter, a companhia aérea refere que o CEO do grupo está no "local do acidente" e que confirma que não há sobreviventes nesta tragédia.






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