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Comissão Europeia quer lei sobre liberdade dos meios de comunicação social

"Há jornalistas que são atacados pelo simples facto de fazerem o seu trabalho", lembrou Ursula von der Leyen.
Lusa 15 de Setembro de 2021 às 10:34
Comissão Europeia
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou esta quarta-feira que vai propor, em 2022, "uma lei sobre a liberdade dos meios de comunicação social", com o objetivo de garantir a "proteção", "liberdade" e "independência" dos jornalistas.

"No próximo ano, apresentaremos uma lei sobre a liberdade dos meios de comunicação social. Quando defendemos a liberdade dos nossos meios de comunicação social, estamos também a defender a democracia", indicou Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia falava no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no discurso do Estado da União, onde fez o balanço deste ano e projetou as prioridades para 2022.

Afirmando que "há jornalistas, homens e mulheres, que são atacados pelo simples facto de fazerem o seu trabalho", a presidente da Comissão Europeia relembrou os assassínios da jornalista maltesa Daphné Caruana Galizia, do jornalista eslovaco Jan Kuciak e, em julho deste ano, do holandês Peter de Vries.

"As suas histórias podem ter pequenas diferenças. Mas há algo que têm em comum: todos eles lutaram pelo nosso direito à informação e morreram por defenderem esse direito", salientou Von der Leyen.

A presidente do executivo comunitário considerou assim que a "informação é um bem público" e que é necessário "defender os defensores da transparência, as mulheres e os homens jornalistas".

"Devemos travar todos aqueles que ameaçam a liberdade dos meios de comunicação social. Os meios de comunicação social não são uma empresa qualquer e a sua independência é fundamental. É por isso que a Europa precisa de uma lei que garanta essa independência", apontou a presidente do executivo comunitário.

O primeiro discurso do Estado da União foi proferido pelo então presidente da Comissão José Manuel Durão Barroso em 07 de setembro de 2010, uma prática que foi seguida pelo seu sucessor, Jean-Claude Juncker, e pela atual chefe do executivo comunitário.

Ursula Von der Leyen, que tomou posse em 01 de dezembro de 2019, fez a sua primeira intervenção deste género em 16 de setembro de 2020.

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