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Correio da Manhã

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Guaidó pede à comunidade para "manter todas as opções em aberto"

Palavras após fiasco da entrada da ajuda sugerem que poderá estar disposto a aceitar uma intervenção militar.
Ricardo Ramos 25 de Fevereiro de 2019 às 09:56
Guaidó admite novas formas de luta após bloqueio da ajuda humanitária
Juan Guaidó
Juan Guaidó
Guaidó admite novas formas de luta após bloqueio da ajuda humanitária
Juan Guaidó
Juan Guaidó
Guaidó admite novas formas de luta após bloqueio da ajuda humanitária
Juan Guaidó
Juan Guaidó
O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, pediu à comunidade internacional para "manter todas as opções em aberto" para "libertar a Venezuela", após o fiasco, no sábado, da operação de distribuição de ajuda humanitária, cuja entrada no país foi travada com extrema violência pelo regime de Nicolás Maduro.

"Os acontecimentos de hoje [sábado] forçaram-me a tomar uma decisão: peço à comunidade internacional para manter todas as opções em aberto para garantir a liberdade do meu país", afirmou Guaidó, horas depois de os camiões com ajuda humanitária terem sido forçados a recuar de volta para a Colômbia e para o Brasil, após serem barrados na fronteira pelos tiros, balas de borracha e gás lacrimogéneo das tropas venezuelanas e das milícias armadas leais a Maduro.

Pelo menos quatro pessoas morreram, mais de 200 ficaram feridas e dois camiões com comida e medicamentos foram incendiados.

As palavras de Guaidó parecem romper com o discurso pacificador mantido até agora e sugerem que o autoproclamado presidente interino da Venezuela poderá estar disposto a discutir uma possível intervenção militar estrangeira para afastar Maduro do poder, gorada que foi a tentativa de garantir o apoio das Forças Armadas.

Guaidó participa esta segunda-feira em Bogotá na reunião do Grupo de Lima para discutir novas formas de pressão sobre o regime de Maduro e vai também reunir-se à margem do encontro com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, não sendo de descartar o anúncio, ainda esta segunda-feira, de novas sanções económicas contra o regime venezuelano.

Já o Brasil, que é um dos principais aliados internacionais de Guaidó a par dos EUA e da Colômbia, denunciou este domingo o uso da força para travar a ajuda como "um ato criminoso" e exortou a comunidade internacional a unir-se no apoio à "libertação" da Venezuela.

PORMENORES
Opositor envenenado
A polícia colombiana está a investigar o alegado envenenamento de Freddy Superlano, um dos adjuntos de Juan Guaidó, que adoeceu subitamente horas antes da partida da ajuda humanitária, no sábado. Dois colaboradores de Superlano não resistiram e morreram no hospital.

Navio forçado a recuar
Um navio com ajuda humanitária que partiu de Porto Rico, no sábado, com destino à Venezuela foi forçado a voltar para trás após ser intercetado por várias embarcações da Marinha de Guerra venezuelana, que ameaçaram abrir fogo.
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