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Lava do vulcão de La Palma está cada vez mais próxima do oceano Atlântico

Equipas de cientistas em terreno têm monitorizado ao minuto a evolução da situação na ilha das Canárias.

28 de setembro de 2021 às 17:47

A lava do vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, está cada vez mais perto de chegar ao mar, agora a menos de um quilómetro.

A libertação de gases tóxicos, como dióxido de enxofre, pode ser altamente prejudicial no ambiente e saúde humana. No entanto, o perigo pode ser ampliado quando os mais de seis graus de lava entrarem em contacto com o oceano.

As equipas em terreno têm monitorizado ao minuto a evolução da situação. Cientistas espanhóis têm estudado as águas que banham o litoral de La Palma de modo a perceber o impacto que pode ter a entrada da lava no mar. "Temos trabalhado muito stressados para analisar tudo o que precisávamos nas águas mais rasas antes de chegar à costa", contou o investigador Eugenio Fraile, do navio "Ramón Margalef", ao El País

O cientista do Instituto Espanhol de Oceanografia explica que estão a analisar as águas com vista a detetar possíveis anomalias.

Já Maria José Blanco, do Plano de Emergência Vulcânica das Ilhas Canárias, explica que "ainda existem duas correntes de lava. A do Sul tem uma velocidade muito baixa e a do Norte dividiu-se numa bifurcação ao redor da montanha Todoque".

Nas zonas mais próximas e onde se observou um maior aumento de gases tóxicos, foi ordenado o confinamento e o fecho de todos os espaços públicos. O vulcão tem estado a gerar ondas de gravidade, provocando derrocadas e desmoronamentos de infraestruturas, como foi o caso da igreja de Todoque

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