Não conheço um cidadão ou empresário que nunca se tenha desesperado com a opressão mastodôntica da máquina burocrática do Estado português. Para tudo é obrigatório sempre mais um papel, mas qual papel? – perguntavam há anos os Gato Fedorento e continuamos nós hoje a perguntar, sempre que temos uma questão para resolver numa repartição de serviços públicos. Tenho sempre pena dos funcionários que estão do outro lado do balcão que, além de se verem eles próprios aos papéis para tentarem resolver os nossos problemas, ainda têm de levar com a nossa ira e a nossa má criação ditada pelo mais puro desespero. Um país que não consegue desenvencilhar-se do peso da burocracia nunca poderá ser um país desenvolvido, nem ter uma economia saudável, com empresas competitivas e cidadãos satisfeitos. A redundância de procedimentos, a lentidão das decisões públicas, o labirinto de licenciamentos e pareceres inúteis só atrasam o país e a vida das pessoas. O governo garante que vai simplificar processos e usar a tecnologia para decidir melhor e mais rápido. Para já, vai criar a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE). Espero que, a seguir, tenha o engenho para acabar de vez com a burocracia. Antes que ela acabe connosco.
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Marcelo foi um Presidente literalmente presente.
Luís Neves pode muito bem ser a pessoa certa no lugar certo no momento certo e no governo certo.
A estratégia delineada no PTRR é inatacável.
Será uma tarefa longa, demorada, como já se percebeu.
Há quem julgue que criticar por criticar dá tecto às pessoas.
Fazemos parte de uma realidade muito mais lata e complexa.
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