Dizer que a decisão do Ministério Público de arquivar a averiguação preventiva à Spinumviva correu bem a Luís Montenegro parece sugerir que também lhe poderia ter corrido mal. Como se ali houvesse algum factor de sorte, de acaso ou outra intervenção insondável qualquer. Não! É preciso dizer que a avaliação do MP, assim como as da Procuradoria Europeia, da Ordem dos Advogados e da Polícia Judiciária, são todas categóricas ao concluírem que não houve no comportamento de Montenegro o mínimo indício de ilegalidade e muito menos de crime. Tudo escrutinado, tudo respondido. Importa lembrar que todo este caso – que levou à demissão do anterior governo, atirou o país para eleições antecipadas e colocou a seriedade pessoal e a idoneidade política de um primeiro-ministro sob suspeita – nasceu de denúncias infundadas e/ou anónimas e do circo político-mediático que imediatamente se montou em cima de meras suspeições, especulações e mentiras. Um delírio colectivo e populista que só prejudicou o país. Politicamente, o caso ficou esclarecido com o resultado das eleições. A partir de agora, está também judicialmente encerrado. Se isto correu bem, correu bem foi ao país. A democracia funcionou e temos um primeiro-ministro focado no que verdadeiramente interessa. Avancemos.
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