Imagino uma revolução que quer impedir o inverno. Tomam a Bastilha, o palácio, o parlamento, atiram abaixo a coroa do rei ou a pose do presidente e proclamam o fim do inverno, o fim do frio, o início do tempo caliente - ou pelo menos ameno. A partir de hoje, movemos os canhões em direção ao Conhecido General Inverno. Abater com explosivos o gelo, que vem de cima para baixo para nos fazer tiritar mesmo com casacões de peso calibrado ao quilo. Cem homens juntos cheios de frio e acasacados levam talvez uma tonelada de casacotes de lã ou capotes de um material que é quase armadura; é preciso aliviar os humanos, diz a revolução que determina, à força, o fim do inverno. Andamos todos demasiado pesados, com roupa a mais.
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Imagino uma revolução que quer impedir o inverno. Tomam a Bastilha, o palácio, o parlamento, atiram abaixo a coroa do rei ou a pose do presidente e proclamam o fim do inverno.
É como se não bastasse que o humano fosse consumidor – precisa de ser consumidor e belo.
Robert F. Kennedy Jr, aos poucos lá vai destruindo o sistema de saúde com base em ideias medievais exibidas em ecrãs ignorantes. E só passou um ano.
Uma tempestade pode até derrubar lápides e redes de comunicação, mas não deita abaixo a necessidade de rituais.
E como os últimos filmes de Canijo mostram: o que se passa na tela não é uma vida menor ou falsa, é uma outra vida; uma outra possibilidade.
Imagens de pessoas comovidas, a oferecer comida e flores aos caminhantes pela paz. Pessoas que se ajoelham, mulheres e crianças emocionadas.
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