page view
Paulo de Morais

Paulo de Morais

Professor universitário

Fraude fiscal

02 de fevereiro de 2025 às 00:30

Um regime fiscal só é justo se a cobrança de impostos for equitativa e solidária e se, ao mesmo tempo, a despesa pública for racional e transparente. Em Portugal, não temos nem uma coisa nem outra. Não há equidade na colecta, quando uma estadia num hotel de 5 estrelas é taxada em IVA a 6%, enquanto material escolar ou a eletricidade doméstica paga 23%. Mas há pior: quem tenha um exíguo T1 paga IMI, enquanto concessionários de aeroportos dispõem de isenções “subjectivas”. Estas entorses fiscais são imorais e até inconstitucionais. E lado da despesa? Impera a irracionalidade. A segunda maior despesa do Estado é constituída pela rubrica “despesas excepcionais”. Logo a seguir ao Ministério da Saúde, o segundo maior em despesas é um ministério “fantasma”, que gasta 13 mil milhões em empréstimos a entidades que ninguém controla ou em participações de capital para empresas incógnitas. A opacidade é total. Neste Estado, a maior fraude fiscal é o próprio sistema fiscal.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Corrupção sem fim à vista

Para o Chega, quanto pior, melhor. Grita, mas não quer que a corrupção acabe, pois é desta que se alimenta o seu populismo.

Escola de sonhos

Escolas básicas em Portugal estão muito aquém do que os cidadãos necessitam para a sua formação completa.

Galpada

De privado em privado, até à alienação a estrangeiros, Portugal perde assim de golpada um sector tão estratégico como o da energia.

O Correio da Manhã para quem quer MAIS

Icon sem limites

Sem
Limites

Icon Sem pop ups

Sem
POP-UPS

icon ofertas e descontos

Ofertas e
Descontos

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8