Dona Elaine, a atentíssima governanta deste eremitério de Moledo, lê as minhas crónicas à segunda-feira, antes de eu me sentar à mesa da cozinha para tomar o pequeno-almoço, a fim de começar a semana com uma pequena recriminação, para que sempre encontra motivo nos textos que os meus benevolentes leitores lêem no dia anterior. O pequeno-almoço é, desde há muitos anos, a mesmíssima cerimónia composta de comprimidos, café de cevada e torradas com manteiga (este pormenor a ser mantido às escondidas da Doutora Teresa, a minha médica de Venade); pelo contrário, as recriminações e reparos de Dona Elaine são uma novidade constante e nunca se sabe que direcção tomam.
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No século da inteligência artificial sou um sobrevivente do tempo em que ainda duvidávamos da inteligência humana
O Tio Alberto gostava de café “con unas gotitas” e tomava-o nessas peregrinações plebeias pela Galiza.
Achava que os rios eram interessantes consoante a temporada da lampreia ou da truta
Por sermos leais ao passado, não há escolha quando se trata de boa educação.
Era bom para peregrinos de Castro Laboreiro ou frades eremitas de Rendufe.
Não gostava de nêsperas e tinha um certo desprezo por legumes no prato, tratando-os como um apenso decorativo.
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