Assinala-se hoje o centenário do nascimento de Humberto Sousa Medeiros (1915-1983). Os tempos não estão bons para recordar figuras da igreja católica americana, mas o arcebispo de Boston, Cardeal de Medeiros, como era conhecido, foi um símbolo da presença e influência portuguesa nos Estados Unidos.
Emigrando aos 16 anos (Arrifes, Ponta Delgada) para Fall River, trabalhou como operário antes de ser ordenado padre e de se ter formado em filosofia e doutorado em teologia (foi também bispo de Brownsville, Texas), até ter chegado a cardeal, em 1973 – para irritação dos católicos irlandeses.
Fez campanha contra o racismo, os baixos salários e a guerra do Vietname, mas era um conservador como só podia ser uma figura da igreja (no seu funeral estiveram Ted Kennedy e Michael Dukakis). É um nome na história dos portugueses da América.
-------
Belo livro, o de Pietro Leveratto, ‘Musicoterapia de A a Z’ (Jacarandá): música para tratar do Mundo e dos nossos medos – há uma canção, uma peça musical para cada deslize da nossa vida. Belo catálogo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
As superpotências estão mais frágeis e os conflitos mais imprevisíveis.
Todos estão insatisfeitos, preocupados, escandalizados ou em torpor profundo.
Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa.
Trump, afinal, pode ser contrariado. O seu poder tem limites.