O mundo seria diferente sem ele? Duvido. Talvez aparecesse outra voz, talvez alguém tivesse aqueles olhos, talvez alguém se enamorasse dessas mulheres que encontramos na sua biografia (além de Nancy, de Ava Gardner, de Mia Farrow), talvez outro ator tivesse ganho os seus papéis – mas, na verdade, ninguém teria exatamente a sua voz. A voz.
É isso que amanhã se assinala também (e eu prefiro): ouviremos ‘I’ve Got You Under My Skin’, ‘My Way’, ‘Fly me to the Moon’, ‘Strangers in the Night’, e eu acrescentava-lhe ainda vinte, trinta canções mais, incluindo ‘Pocketfull of Miracles’ e ‘Come Rain or Come Shine’.
Frank Sinatra (1915-1998) completaria amanhã 100 anos; parte da nossa vida ainda escuta uma orquestra e, sobre ela, a voz inimitável (pelo timbre, pelas modulações, pela insistência naquele acorde) de Sinatra. Sim, há detratores e pequenos ou grandes ódios. Mas, se me permitem, há aquela orquestra que acompanha a voz que marcou grande parte da nossa vida.
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