Por que somos nós europeus? Porque somos herdeiros de Shakespeare, da Bíblia, de Bach, Cervantes, Mozart, Goethe, Darwin, Newton, Michelangelo, Voltaire, DaVinci... Porque somos herdeiros da ideia de tolerância. Porque separámos Igreja e Estado, Religião e Política. Porque somos ainda herdeiros de Giordano Bruno, queimado vivo no Campo de Fiori. E de Galileu.
E somos igualmente herdeiros da minissaia de Mary Quant, do rock dos Rolling Stones e das dúvidas de Espinosa, expulso de Portugal. Somos também herdeiros de Lutero e de Santo Agostinho. E de Tolstoi, Turgueniev ou Cesário Verde. Somos herdeiros da prosa de Flaubert e da poesia de Yeats.
E somos europeus porque somos judeus, protestantes ou agnósticos, porque lemos o Corão ou os Vedas hindus, porque podemos ser budistas, ou católicos, ou acreditar em bruxas.
Somos também herdeiros do nosso fardo e da nossa culpa. Isso não faz de nós especiais. Mas é a herança que temos de defender quando a barbárie chega à nossa porta e degola pessoas como nós. E não devemos ter vergonha dessa herança.
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