Já ninguém liga à data, no Brasil. Para muitos intelectuais e historiadores, 20 de janeiro de 1567 é um momento negro: o dia em que os franceses foram expulsos definitivamente da baía da Guanabara (abandonando o sonho de uma França Antártida) por uma armada pobretanas comandada por Estácio de Sá; para esses intelectuais e historiadores, o Brasil ficou a perder: hoje podiam beber champanhe em vez de cachaça.
Os Sá merecem a nossa admiração, e davam uma saga familiar para o cinema: Mem de Sá, que era meio irmão de Francisco Sá de Miranda, foi governador da Bahia e um dos principais flageladores dos franceses que ocupavam pontos importantes do litoral brasileiro, entre Salvador e o Rio, fundado em 1565 pelo seu sobrinho Estácio de Sá, irmão de Salvador Correia de Sá (o Velho), o criador de engenhos de açúcar em território fluminense.
Estácio, que dirigiu o combate final contra os franceses, ficou cego e morreu um mês depois, a 20 de fevereiro. O seu primo Salvador Correia de Sá (Benevides), leão dos mares, expulsou os holandeses de Angola em 1647. Isto era uma família.
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