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Francisco José Viegas

Francisco José Viegas

Escritor

Blog

27 de janeiro de 2017 às 00:30

A editora Glaciar tem vindo a publicar – com o apoio da Academia Brasileira de Letras (fundada por Machado de Assis, não esqueçamos) – uma série de volumes dedicados à literatura brasileira: o primeiro deles, um monstro, reúne os romances de Machado de Assis; seguiram-se-lhe, entre outros, ‘Os Sertões’, a grande epopeia de Euclides da Cunha, a poesia completa de João Cabral de Melo Neto, uma antologia de Castro Alves e ainda dois clássicos, ‘O Ateneu’, de Raul Pompeia, e ‘O Cortiço’, de Aluísio Azevedo.

Acaba de sair ‘Iracema’, de José de Alencar (1829-1877), o mesmo autor de ‘O Guarani’ – o tema é semelhante no cearense: o fascínio pelo mundo índio e a construção da inocência nessas figuras imaginadas e embelezadas pelo romantismo. Alencar era um dos autores da minha infância – e ‘Iracema’ e ‘Senhora’ modelaram e poliram a nossa visão romântica e ingénua do Brasil.

Quarenta anos depois releio ‘Iracema’ e redescubro essa inocência, mesmo sabendo que é só literatura, e que a história real foi certamente mais cruel. O que não tem importância nenhuma.

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