A Faculdade de Letras do Porto (Instituto de Literatura Comparada) organizou no final da semana um colóquio sobre árvores e o que temos a aprender com elas: ‘O Conhecimento das Árvores. Árvores do Conhecimento’. Mas isso não basta para que as "pessoas de letras", por exemplo (a começar pelos escritores), dediquem algum do seu tempo ao conhecimento e ao amor pelas árvores. Nem sequer à sua contemplação, um remédio para pequenos ou grandes males da nossa vida. Contemplar árvores – araucárias, magnólias, japoneiras (ou camélias), rododendros, cedros, nogueiras, metrosideros, tulipeiros, faias, oliveiras, castanheiros, amoreiras, liquidâmbares, figueiras, carvalhos, amendoeiras, salgueiros, choupos, loureiros, plátanos – é um bem para a chamada "saúde mental", mas sobretudo para que o mundo nos tranquilize. No ‘Mau Tempo no Canal’, ao falar de um laranjal em S. Jorge, Vitorino Nemésio chamava-lhe "uma biblioteca sem leitores". É isso. Às vezes precisamos de ler as árvores, ver as suas cores e como se mudam – e nós acalmamos. É uma sabedoria rara e antiga que não podemos esquecer.
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