O novo livro de Maria Filomena Mónica (MFM), ‘O Político e o Cientista. Sócrates e Boaventura’ (Relógio d’Água), não é um manifesto sobre Sócrates e Boaventura de Sousa Santos, cujos ‘casos’ constituem o eixo destas cem páginas sobre Portugal; é sobre os sintomas e a película a negativo de que esses ‘casos’ são a revelação. Um país pobre, permeável à corrupção e ao conformismo; uma academia cheia de caciques e mandarins (MFM presta especial atenção à sociologia, albergue de burocratas panfletários); um sistema judicial herdeiro da autocracia, cheio de vícios e moralista; um sistema partidário e financeiro que se reproduz em família gerando ‘demagogos perigosos’; a lamentável falta de independência dos cidadãos e dos intelectuais; uma ‘elite’ inculta e uma classe média sem interesse na educação - o retrato não nos favorece, mas é necessário sermos justos com MFM, porque tem insistido nele com rara lealdade, coragem e liberdade de espírito. É preciso lê-lo antes que termine o ano.
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