Recomendo que vejam quatro filmes de António-Pedro: ‘Perdido por Cem’, porque é o primeiro, de 1973; evidentemente ‘O Lugar do Morto’, de 1984, uma explosão (Pedro Oliveira e Ana Zanatti), ‘Jaime’, de 1999, ‘Call Girl’, de 2007 (uma grande lista de atores) – e eu gosto também muito de ‘Aqui d’El Rei’ (1992). Recordo esses filmes de uma carreira que é muito mais do que cinema, porque A-PV me ensinou a gostar de dois livros que eu não tinha entendido ainda: ‘O Vermelho e o Negro’ e ‘A Cartuxa de Parma’, de Stendhal, de que falava com um entusiasmo erudito e amoroso. É uma das conversas que guardo para sempre. Uns anos depois dela, A-PV publicou ‘O Futuro da Ficção’, um pequeno ensaio sobre a arte, o enigma e a história da ficção – pena ter passado despercebido. Estáva- mos em lugares diferentes (na política e no futebol, por exemplo) mas nunca esquecerei uma das suas características mais singulares: a elegância, quer dizer, o bom trato, o diálogo, a fúria, a curiosidade, a verrina, o bom gosto, um certo enlevo discreto.
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