Estive a ler o discurso de Passos Coelho na apresentação do célebre livro sobre ‘Identidade e Família’ (Oficina do Livro). Duas coisas me surpreenderam: que alguém se tivesse escandalizado com ele (o que prova a existência de uma cultura muito escanzelada, moralista e cheia de nervos inquisitoriais, sempre disposta a ter chiliques); que alguma imprensa tenha insistido tratar-se "do livro de Passos", quando Passos nem uma linha escreveu nele. Naturalmente, devem ser contas a ajustar e uma im- prensa mentirosa e mesquinha é sempre agradável de ler. Mas, se o discurso de Passos é inocente (e um exercício de liberdade de expressão que devemos valorizar, concordemos ou não), e se parte dos textos do livro são inócuos, convinha que a "direita moral" percebesse que não é bom andar a meter-se na vida, na cama e na família das pessoas. Os portugueses de ambos os sexos e várias origens agradecem que esta direita se meta nas suas coisas e se entretenha, fora do mundo, como tem estado até aqui - indigente. E posso explicar porquê.
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