Infortúnios da virtude – é o título de Sade que me sugerem os latejos por parte de duas ou três figuras da ‘direita moral’ que, erguendo-se da alcatifa, vêm relembrar o papel das donas de casa e formas de vida que podiam ter discutido há vinte ou trinta anos. Essa direita, que erradamente se caracteriza como ‘conservadora’, ignora que a maior parte das mudanças de costumes se tornaram garantia graças aos conservadores, liberais e sociais-democratas que mudaram a Europa no pós-guerra, porque a vida – ela própria – mudou. Talvez não para melhor. Acontece que ser conservador há cem anos não é a mesma coisa que ser conservador hoje, depois da democratização do telégrafo, do sexo e da ideia de escolha. Quando era necessária para resistir ao ‘politicamente correto’, às tolices ‘woke’ e à destruição da cultura quotidiana, parte dessa galeria discutia direito visigótico e empilhava folhas de Excel, encolhendo os ombros (recordo-a bem). De vez em quando correm atrás da virtude. O problema é que já ninguém os entende.
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