Quando vi ‘Apostrophes’ pela primeira vez, em meados dos anos 80 (o programa durou 15 anos na A2 francesa), pensei que era maravilhoso fazer aquilo. Os programas de televisão que depois fiz (‘Escrita em Dia’, ‘Livro Aberto’, ‘Ler para Crer’, entre outros) partiram dessa admiração por Bernard Pivot (1935-2024), que morreu na passada segunda-feira, um dia depois de ter completado 89 anos. Além de ‘Apostrophes’, Pivot fez também o fantástico ‘Bouillon de Culture’ (‘Caldo de Cultura’), mais dez anos de televisão em horário nobre. Entrevistou todos os grandes escritores daquele tempo, organizou os campeonatos de ortografia (uma coisa de que tanto precisávamos, como tão útil foi em França), escreveu sobre vinho, dirigiu a revista ‘Lire’ durante 18 anos, presidiu à Academia Goncourt, escreveu sobre livros - a sua grande paixão. É impossível falar da atividade editorial francesa sem falar do papel de Pivot; isto também não seria possível sem a França, e a sua grande tradição cultural. É o adeus a uma era - e não é pouco.
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