Como acontece todos os anos, a pátria ficou aliviada com a celebração de Camões, apesar da velhacaria que lhe fizeram com as comemorações do V Centenário. A questão de celebrar génios do passado não tem a ver com patriotismo, mas com o facto de que não seríamos quem somos se não fosse esse passado. No caso da música, por exemplo, nenhuma escola lembra aos alunos quem foram Vianna da Motta (1868-1948), Francis- co de Lacerda (1869-1934) ou João Domingos Bomtempo (1775-1842), para não falar de frei Manuel Cardoso (1566-1650), Duarte Lobo (1565-1646), Marcos Portugal (1762-1830) ou Francisco António de Almeida (1722-1752). Músicos. Algumas das suas peças deviam ser escutadas. Hoje passam 320 anos sobre o nascimento de Carlos Seixas (1704-1742). Quase todos conhecemos o seu breve concerto para cravo e orquestra - mas ignoramo-lo. Vale a pena procurá-lo no telemóvel e ouvi-lo. E, quem sabe, começando por ele cada um de nós descubra que a música pode ser uma ajuda para viver melhor.
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