Numa crónica de há muitos anos, Vasco Pulido Valente perguntava se Lisboa "é suja porque é suja ou porque os lisboetas a sujam". A pergunta tinha razão de ser; a cidade é uma trapalhada. Desenhada, planeada e construída para ser capital de um país de províncias, Lisboa resistiu enquanto pôde e era deprimente, nos anos 90, por exemplo, com o seu centro vazio e sujo a partir das sete e meia, a cheirar a urina e podridão. O turismo obrigou a reabilitar o centro e as periferias do centro – só a má-fé militante pode deixar de notar isso. Sem os alojamentos locais, Lisboa seria um traste ainda maior (apesar do poderoso lobby dos hotéis). Ontem, os jornais traziam as queixas do presidente da junta da Baixa sobre consumo e tráfico de droga, álcool nas ruas, assaltos, bandidagem, bandos de okupas, intimidação dos moradores e, claro, lixo. Lisboa tem um problema sério para resolver, como outras cidades cheias de nómadas. A mistura explosiva de turismo popular e olhos fechados para a criminalidade pode dar muito maus resultados.
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