Talvez a voz seja o que mais recorde de Richard Burton (m. 1984), sobre cuja morte passam hoje 40 anos - é uma das grandes vozes do cinema e do teatro, temperada por muito ‘whiskey’. Pena que não consigamos, hoje, ver o seu trabalho no palco, a representar Shakespeare (deve ter sido um Hamlet de primeira) - a não ser em ‘A Fera Domada’, uma versão frívola de Shakespeare, ao lado de Elizabeth Taylor, que rouba as atenções, como acontece em ‘Cleópatra’, no fatal ‘Quem Tem Medo de Virginia Woolf’ e mesmo no ‘duro’ que adapta Graham Greene, ‘Os Comediantes’. Nesses, Taylor rouba-lhe parte do brilho, que aparece mais intenso no clássico ‘A Túnica’, em ‘O Espião Que Veio do Frio’, ou ‘A Noite da Igua- na’, de John Huston, onde tem companhia de Ava Gardner e Deborah Kerr. Galês, britânico, formado em Oxford, da ala esquerdista, bebedor, casado duas vezes com Taylor, fumava 100 cigarros por dia. A voz e o tom de ‘homem perdido’ são para sempre.
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