Durante anos, Margot e Rudolf Wittkower colecionaram episódios da vida de artistas europeus - de Guido Reni e Rubens a Rembrandt, de escultores da Grécia e Roma a Bernini e Caravaggio. O objetivo não era tanto o de fazer pequenas biografias (escreveram uma obra monumental sobre Michelangelo), mas o de encontrar uma certa definição do que faz o "temperamento de um artista", o que inclui um roteiro das suas vidas: a forma de relacionamento com o dinheiro e o esbanjamento, o seu apego ao luxo ou à disciplina, à dependência ou à liberdade, as suas manias, métodos de trabalho, crimes e enigmas. O resultado é ‘Sob o Signo de Saturno’ (nas Edições 70). São 540 páginas deliciosas e escritas como um documentário de grande erudição, que tanto podia ser lido, com vantagem, por um jornalista de economia ou um psicanalista (Freud é uma sombra que paira sobre o livro). Os Wittkower definem a personalidade do artista como se fosse tocada pela loucura. Eu prefiro excentricidade, mas o essencial está lá. Leiam, por favor.
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