A “política de identidade” está a transformar as nossas sociedades num labirinto insuportável, e substitui as antigas guerras religiosas. Cada pequeno grupo está barricado atrás dos seus grandes dogmas - e as opiniões de cada um passam a estar conforme à sua tribo, abandonando qualquer tipo de racionalidade; tudo pode ser ofensivo. Veja-se o que aconteceu na Bélgica, um país bilíngue. A poucos quilómetros de Bruxelas, onde a língua oficial é o francês, fica a cidade de Vilvoorde, onde se fala flamengo; foi aí que o revisor de um comboio saudou os passageiros com “Goeiedag! Bonjour!”, em flamengo e francês - o que levou à queixa apresentada por um passageiro indignado: não se devia falar ou ouvir a língua do inimigo. A companhia ferroviária deu razão ao revisor, mas o ministro direitófilo foi inflexível ao aplicar a lei. Já conhecíamos o terrorismo linguístico catalão. Para não ofender ninguém, entretanto, a música no metro de Bruxelas será espanhola ou inglesa para não ofender francófonos ou flamengos. Maravilhoso.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
As superpotências estão mais frágeis e os conflitos mais imprevisíveis.
Todos estão insatisfeitos, preocupados, escandalizados ou em torpor profundo.
Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa.
Trump, afinal, pode ser contrariado. O seu poder tem limites.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos