Uma espécie de bobo da Sala Oval perguntou a Zelensky por que razão não usava fato. O bobo vestia como um palhaço, o que não destoava do ambiente geral (a forma miserável como Trump destruiu a Sala Oval é outro tema), mas não é isso que interessa. É o boné de basebol. É um adereço com história, que vem das décadas de 70 e 80 do século XIX e que se normalizou no início do XX - Joe DiMaggio, que foi marido da Marilyn, ‘center fielder’ dos NY Yankees, podia usá-lo com elegância. Elegância é quase tudo. Mas o boné de basebol não confere a elegância. O boné de Trump (um ‘fitted’, de perfil alto) é o modelo absoluto da deselegância. Quando alguém se me apresenta de boné de basebol, desconfio. Mas um presidente de boné na Sala Oval ou a descer do avião, engravatado, é uma parte do horror. No fim de ‘O Coração das Trevas’, de Conrad (‘Apocalypse Now’ no cinema), Kurtz murmura: “O horror, o horror…” Ao ver o boné de Trump e Musk é isso que se deve dizer. Um nojo, o boné de basebol.
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