A “fotografia” de Donald Trump vestido de papa, publicada pelo próprio, tem sido desvalorizada no capítulo das “ofensas aos católicos”, uma gente que, desde os anos 50, e tirando umas excitações aqui e ali, até é bastante tolerante. Compreende-se: tem na sua história alguns séculos de intolerância e poder, o que é comum a qualquer religião – com particular destaque para o Islão político de hoje, que tem uma enorme capacidade de se ofender e vestir o papel da vítima esquizofrénica. Mas o problema, aqui, não é o da “capacidade de encaixe” dos católicos e sim o de um presidente americano se prestar ao papel de bobo depois da morte de um papa e antes da eleição de outro. Também não é mais um episódio da guerra de evangélicos contra os papistas, mas o triunfo do absurdo. Como escrevia Jacques Barzun (1907-2012), “o tédio e a fadiga são poderosas forças históricas”; as formas de vida inteligente são cada vez mais raras e esperamos que o tempo passe e isto não seja senão um pesadelo banalizado por um século de mediocridade.
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