O assalto policial e a demolição de barracas no Bairro do Talude, em Loures, suscita uma indignação natural – não devia ser possível o drama de famílias sem ter onde dormir, abrigar os seus filhos e poisar os seus haveres Quanto tempo demorou o Bairro da Jamaica, no Seixal, a chegar às aberturas dos telejornais? O problema é que a indignação desperta apenas quando é encostada à parede. Claro que nos recordamos de António Costa prometer que, para comemorar os 50 anos do 25 de Abril, todos os portugueses teriam casa. De o presidente da República eleger o tema dos sem-abrigo como prioritário (o seu número não parou de aumentar). De tanto o Talude como o Jamaica ficarem em concelhos que durante anos e anos foram geridos por partidos que elegeram o direito à habitação como prioridade. As ideias boas não geram, por natureza, boas políticas. Desde a primeira vaga de imigração, nos anos 90, que isto era previsível, mas era mais fácil esconder os pobres e os imigrantes africanos, e fingir generosidade. E este é o estado da Nação.
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