É um dos livros mais esclarecedores sobre a América deste primeiro quartel do século XXI, mantendo-se nos anos 90 do século passado. Essa década, diz David Friend (que foi editor da ‘Vanity Fair’) no curioso livro ‘The Naughty Nineties’, que podemos traduzir por ‘Os Picantes Anos 90’, começou na semana de fim de ano, com manchetes sobre Trump e a sua amante Marla Maples, jovem modelo e atriz, que tinham sido apanhados pela mulher de Trump, Ivanka, na estância de esqui de Aspen. Em 1993, Trump casou com Marla e Jeffrey Epstein – o homem que manteve uma rede de tráfico sexual de menores – esteve presente na festa. Hoje, a “lista Epstein” é um escândalo que tomará uma dimensão mais alarmante. Os herdeiros dessa década de 90 estão hoje no final da sua vida de poder, dinheiro e influência num país historicamente puritano, mas degradado e pornógrafo. As “políticas do sexo” transformaram a América num circo obsceno e a “guerra cultural” centrou-se sobretudo na genitália. Está aí uma novela que começou com um suicídio.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Somos dos países mais seguros. Porquê? Porque somos dos mais subdesenvolvidos.
As superpotências estão mais frágeis e os conflitos mais imprevisíveis.
Todos estão insatisfeitos, preocupados, escandalizados ou em torpor profundo.
Na literatura, por exemplo, é muito raro encontrar novos autores que não estejam marcados pelo ferrete da vitimização e da queixinha.
Retratista único, Goya é um dos génios de Espanha e da Europa.
Trump, afinal, pode ser contrariado. O seu poder tem limites.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos