Um homem, de quem só mais tarde saberemos o nome, Juan, dirige-se a Comala, no sudoeste do México, para encontrar o pai e pedir-lhe explicações e o apoio que não lhes deu durante anos. A mãe, no leito de morte, mandara-o procurar esse homem, Pedro Páramo. A viagem é tensa, cheia de recordações e remorsos; à medida que se aproxima de Comala, Juan vai encontrando pessoas que lhe contam histórias sobre o pai e sobre a cidade – e apercebe-se que todos eles já morreram há muito. O resto é a construção da figura fantástica de Pedro Páramo – cruel, por vezes trágico e melancólico, mulherengo, poderoso, cujo nome dá o título ao romance genial de Juan Rulfo (1917-1986), sobre cuja morte passam hoje quarenta anos. É um dos grandes nomes discretos da literatura so século XX. Sem ele e os caminhos abertos por ‘Pedro Páramo’ (Cavalo de Ferro), que Jorge Luis Borges, o mestre, achava um dos melhores romances de sempre, não teríamos ‘Cem Anos de Solidão’, de García Márquez, nem a forma definitiva do “fantástico latino-americano”.
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