Tem tudo para correr mal: um presidente americano que tem de ser sempre corrigido nos dias seguintes; uma das figuras-chave da cleptocracia venezuelana (Delcy Rodríguez) transformada em dirigente complacente e colaborativa; militares que foram e são o pilar da violência do narcoestado chavista; um aparelho judicial corrupto e habituado aos desmandos e à crueldade – tem tudo para correr mal. Além disso, a canalhice de Trump ao menosprezar Edmundo González (o dobro dos votos de Maduro) e Corina Machado (a corajosa líder moral da oposição), entregando o poder nas mãos de uma facínora e mentirosa contumaz como Delcy, ou de Cabello, um bandido encartado. E, no entanto, uma alegria: a deposição Maduro, um canalha responsável (com Chávez) pela destruição do país, pela saída de 10 milhões de venezuelanos, por uma ditadura tolerada pela esquerda europeia (que financia e que se tornou cúmplice da tortura e de todas as perigosas relações do regime). Essa alegria não basta, mas é a única permitida até novas eleições na Venezuela.
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