Fazer coisas pequenas, uma de cada vez. O mundo está a entrar numa era absurda: pela primeira vez na história da humanidade desde o século XVIII, há mais “não-leitores” do que “leitores” e, por estranho que pareça, desde o século XV (portanto, desde Gutenberg) a curva de alfabetização e literacia baixou pela primeira vez. Não, não, o modelo não são os idiotas que afirmam ler 140 ou 180 livros por ano (é mentira, como sabemos), nem os exibicionistas das ‘redes sociais’, nem as meninas do tik-tok com a sua apologia de livros da treta – mas os dados que fizeram soar os alarmes do ‘Financial Times’ e da ‘The Economist’, que não são propriamente “jornais literários” mas se interessam sobre o futuro da economia e da política: diminuição do QI, crise da democracia, da criatividade, da produtividade e da civilidade. Percebendo a crise, o governo britânico declarou 2026 o Ano Nacional da Leitura, como a França já o tinha feito. O desafio para Portugal era muito simples: coisas pequenas, uma de cada vez. 2027 está já aí.
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