Se perguntássemos pelo país fora o que significa ou assinala o 1.º de Dezembro, ficaríamos surpreendidos: poucos saberiam responder, apesar dos esforços solitários da Sociedade Histórica da Independência e de José Ribeiro e Castro. Uma pequeníssima parte saberia dizer o que significa “Restauração”. Uma percentagem minúscula seria capaz de explicar a árvore genealógica da casa real portuguesa em 1580 – e, já agora, por que razão Filipe II de Espanha seria, no fundo, um rei legítimo. É uma data que, ao longo destes quase quatro séculos, serviu para clamar pela independência nacional, contar piadas sobre espanhóis e introduzir Miguel de Vasconcelos como “sinónimo” de traidor. Pelo menos desde 1823, quando o senhor D. João VI, três anos antes de morrer, mandou fazer um baile comemorativo da Revolta dos Conjurados – e de 1892, quando passou a ser feriado e alimento patriótico. Por pirraça, gosto do dia. Também é verdade que quando oiço falar de “iberismo” me dá logo vontade de rir; talvez porque goste bastante de Espanha.
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