Thomas Edward Lawrence, mais conhecido como T.E. Lawrence ou ‘Lawrence da Arábia’, nasceu em 1888, dois meses depois de Fernando Pessoa, e é o autor de ‘Sete Pilares da Sabedoria’, as suas memórias da revolta árabe contra o império otomano (que passou ao cinema num filme de David Lean com Peter O’Toole). A imagem eterna de ‘Lawrence da Arábia’ mostra-o ao lado dos sublevados, romanticamente vestido com roupas árabes (já agora, sugeridas pelo príncipe Faiçal, que viria a ser o primeiro rei do Iraque). Agora, a National Gallery londrina, preocupada com o nosso bem-estar ideológico e a nossa inocência juvenil, acaba de incluir um aviso de ‘conteúdo sensível’ nos seus dois retratos de Lawrence (e também num de Byron, vestido como um grego), que terá cometido um pecado de ‘apropriação cultural’ ao vestir-se daquela maneira. A museologia ‘woke’ ignora que existam coisas terríveis, como o tempo, o deserto, a guerra ou, simplesmente, o contexto – nas suas cabecinhas há um génio tonto a chocalhar no meio daquele vazio.
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A imagem eterna de ‘Lawrence da Arábia’ mostra-o ao lado dos sublevados, romanticamente vestido com roupas árabes.
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