O ‘caso Epstein’ revela os escombros de uma geração. Já aqui vos falei do curioso livro intitulado ‘The Naughty Nineties’ de David Friend, que podemos traduzir por ‘Os picantes anos 90’. Vamos lá, ‘indecentes’, ou ‘obscenos’. A ideia é que o sexo invadiu toda a vida americana, dos famosos, dos políticos, do cinema ou da academia – e os combates identitários e as tolices sobre “género”. Tudo acabava nas primeiras páginas com um tema dominante: sexo. Trump, Clinton, Bannon, o príncipe André ou Chomsky, ministros, músicos, presidentes, prémios Nobel, banqueiros, é grande a variedade dos que foram apanhados no luxo, na rede e nas festas de Epstein. Nem todos os fotografados com Epstein têm a ver com sexo e menores – mas com a órbita do poder, do narcisismo descontrolado, da impunidade e do dinheiro geridos pelo pedófilo Jeffrey Epstein, que parece ter-se suicidado na prisão. A “questão Epstein” não é sobre a origem política dos que foram contaminados – mas com a perversão do poder gerada nestes anos americanos.
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