Tenho mencionado várias vezes esses anos pós-90 do dinheiro e da fama, da net e da glória – mas sobretudo de sexo, poder e chantagem. Não há político de Washington, grande estrela de Nova Iorque ou Los Angeles, académico (até Chomsky, o chato impoluto) ou empresário que não tenha ficado ofuscado pela “vida e o carácter luminosos” (a expressão é de Clinton) de Jeffrey Epstein, “uma pessoa formidável”, divertida e cheia de dinheiro. Muitos foram agarrados pelo pirilau, mas os documentos conhecidos sobre a sua rede transformam-no numa espécie de nó de todos os vírus. O resultado, depois da sexualização brutal da vida americana, só pode ser este: uma espécie de pacto de distração diante do crime e do fascínio pelo poder oculto (ninguém sabia, nem Trump, que é fotografado abundantemente em posições pouco regulamentares). Não é possível confiar num grupo de poderosos que “nunca suspeitaram” – e não é preciso ser moralista para desenhar este filme americano em que boa parte dos atores pode ser submetida a chantagem.
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Não basta ter autoridade: é indispensável mobilizar a confiança, isto é, liderar.
Quem escreve os discursos do PM não conhece bem a importância das palavras.
"O João Pestana da 1.ª volta transformou-se numa espécie de Mandela de Penamacor".
Fernando Mamede é o oposto deste tempo em que os medíocres têm uma confiança ilimitada.
Só isso explica que, no Parlamento Europeu, se tenham abstido ou chumbado um protesto contra a violência sobre civis iranianos.
Nos delírios das ‘ciências woke’, os factos são um empecilho a ultrapassar para dar voz aos delírios. Pobre Shakespeare, seja ele quem tenha sido na sua grandeza.
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