Diante das tragédias temos quatro reações que merecem entrar num manual de proteção civil: reagimos tarde “porque não estamos preparados” (seguindo a intuição de que somos ungidos por Deus e, portanto, nada nos faltará); reagimos, ainda com a desgraça a ocorrer, com a intenção de “apurar as responsabilidades até às últimas consequências, doa a quem doer” (seguindo a lógica do Prof. Marcelo e amplificada pelas televisões e pelos especialistas, uma vez que, em democracia, qualquer incidente é sempre uma tragédia e tem sempre um culpado, porque as coisas correm mal até serem esquecidas); reagimos com melancolia, exibindo intermináveis peças de televisão que mostram o quão bondosa é a paciente alma portuguesa que está condenada ao sofrimento; finalmente, reagimos com inaudito heroísmo, levantando o esplendor de Portugal (seguindo a tradição daquele ministro que, uma semana depois dos incêndios de Pedrógão, anuncia a maior reforma florestal desde os tempos de D. Dinis). Desde há uma semana que tudo isto ocorreu.
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