Diante das tragédias temos quatro reações que merecem entrar num manual de proteção civil: reagimos tarde “porque não estamos preparados” (seguindo a intuição de que somos ungidos por Deus e, portanto, nada nos faltará); reagimos, ainda com a desgraça a ocorrer, com a intenção de “apurar as responsabilidades até às últimas consequências, doa a quem doer” (seguindo a lógica do Prof. Marcelo e amplificada pelas televisões e pelos especialistas, uma vez que, em democracia, qualquer incidente é sempre uma tragédia e tem sempre um culpado, porque as coisas correm mal até serem esquecidas); reagimos com melancolia, exibindo intermináveis peças de televisão que mostram o quão bondosa é a paciente alma portuguesa que está condenada ao sofrimento; finalmente, reagimos com inaudito heroísmo, levantando o esplendor de Portugal (seguindo a tradição daquele ministro que, uma semana depois dos incêndios de Pedrógão, anuncia a maior reforma florestal desde os tempos de D. Dinis). Desde há uma semana que tudo isto ocorreu.
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"O João Pestana da 1.ª volta transformou-se numa espécie de Mandela de Penamacor".
Fernando Mamede é o oposto deste tempo em que os medíocres têm uma confiança ilimitada.
Só isso explica que, no Parlamento Europeu, se tenham abstido ou chumbado um protesto contra a violência sobre civis iranianos.
Nos delírios das ‘ciências woke’, os factos são um empecilho a ultrapassar para dar voz aos delírios. Pobre Shakespeare, seja ele quem tenha sido na sua grandeza.
Como diria Chico Buarque, “a coisa aqui está preta” – no cérebro brasileiro.
Que pena as nossas escolas serem surdas – a Mozart e ao transcendente que ele nos dá a respirar, como uma tentação de eternidade, sentido de humor e talento puro. Nem é preciso explicar.
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