Na sua biografia do grande poeta e dramaturgo – o maior de todos – Bill Bryson justifica ser tão pequena (200 págs.): porque não há documentos. Tem razão. O trabalho de parte dos biógrafos tem sido, portanto, o de pesquisar hipóteses sobre o poeta, tal como os dos que contestam que Shakespeare tenha existido realmente, porque um talento tão extraordinário e um domínio tão grande da imaginação e da língua não seriam possíveis num pobre homem de Stratford-upon-Avon. Agora sai um novo livro, de Irene Coslet (formada em média e comunicação, não em história nem em literatura), ‘The Real Shakespeare’, em que se defende que o bardo era afinal uma mulher, Emilia Bassano, uma veneziana de ascendência marroquina e judia. Os argumentos são fracos, mas a doutrina é “feminista” e Shakespeare é um homem branco, o que “perpetua a desigualdade e a injustiça na sociedade”. Nos delírios das ‘ciências woke’, os factos são um empecilho a ultrapassar para dar voz aos delírios. Pobre Shakespeare, seja ele quem tenha sido na sua grandeza.
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