Melifluamente, António Costa jurou que vai “repetir” o voto da primeira volta porque jamais votaria em quem “não é da área democrática”. A declaração percebe-se, mesmo com aquela pontinha de hipocrisia; mas a ideia da “área democrática” traz água no bico, há um numeroso grupo de “fascistas” que é preciso encostar à parede, pendurar dos candeeiros ou servir de recurso. À esquerda, parte dos recém-convertidos às virtudes de Seguro (que “não cumpria os serviços mínimos”) não sabe viver sem uma guerra de trincheiras que lhe permita expurgar os demónios do inimigo e manter o mercado ideológico do seu ‘comentariado’. A ideia de acionar a “máquina de fabricar fascistas” tem sido útil, sobretudo para Ventura, que a tem capitalizado. No debate parlamentar, e diante do equilibrismo pilim de Montenegro, que ainda não percebeu as virtudes da derrota e da escolha livre, o espetáculo foi deprimente. Estão todos com saudades de uma ‘frente popular’, coitados.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Estão todos com saudades de uma ‘frente popular’, coitados.
A segunda volta das presidenciais não é um confronto entre esquerda (qual?) e direita (qual?), mas entre duas formas de falar. Já não é pouco.
Trump é mais imprevisível ainda.
Europa percebeu que tem de mudar de vida mas não faz a menor ideia do que fazer.
A um dia do fecho da campanha, ganham os indecisos.
A imagem eterna de ‘Lawrence da Arábia’ mostra-o ao lado dos sublevados, romanticamente vestido com roupas árabes.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos