A Gronelândia é um pedaço de terra, água, neve ou planos de gelo que solidificou a lama a desfazer-se nas encostas, casas de madeira assentadas em rochas – e não queria viver lá. Só estive em Kulusuk, voando da Islândia, e li os romances de Christoffer Petersen (como ‘Um Inverno, Sete Sepulturas’), mas percebo que Trump está a falar a sério quando diz que quer ficar com a Gronelândia, a bem ou a mal. A carta que enviou ao embaixador da Noruega (a explicar que, como o governo de Oslo não lhe deu o Nobel, não se sente obrigado a respeitar a paz e portanto ficaria com a Gronelândia) é uma peça cómica – mas as comédias escondem tragédias amargas. Um artigo da ‘Foreign Affairs’ faz ficção apocalíptica e explica como seria a tomada da ilha pelos americanos: chegariam, instalavam-se e tomavam conta das coisas. Há cem anos que o poder do mundo não era tão flutuante e absurdo. Nós, filhos do luxo e do bem-estar, achamos absurdo; não estudámos história nem lemos Hobbes, o pai do Leviathan: Trump é mais imprevisível ainda.
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Trump é mais imprevisível ainda.
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